Por que a dissuasão e a compulsão falharam em relação ao Irã

A guerra reflete um fracasso da coerção?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.03.04.183-197.en

Palavras-chave:

relações EUA-Irã, diplomacia coercitiva, dissuasão e coerção, guerra assimétrica, segurança no Oriente Médio

Resumo

Este artigo analisa a decisão dos EUA, sob a presidência de Trump, de intensificar a ação militar contra o Irã em 2026 e a persistência do conflito resultante. Argumenta-se que a estratégia dos EUA mudou da dissuasão para a coerção, após décadas de políticas coercitivas oscilantes que falharam em alterar o comportamento iraniano. Essa mudança elevou os custos para Washington sem garantir a conformidade desejada. Em vez disso, o Irã adaptou-se e escalou o conflito, revelando limites estruturais da coerção quando há desalinhamento entre credibilidade, objetivos e capacidades assimétricas.

Biografia do Autor

Guy Burton

Pesquisador visitante do projeto Sectarianism, Proxies and De-sectarianisation, da Universidade de Lancaster. Anteriormente, lecionou em universidades da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático e publicou trabalhos sobre a política e as relações internacionais do Oriente Médio.

Publicado

2026-09-09

Como Citar

Burton, G. (2026). Por que a dissuasão e a compulsão falharam em relação ao Irã: A guerra reflete um fracasso da coerção?. CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs, (17). https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.03.04.183-197.en