Repensando a cooperação em uma era multipolar

O engajamento do G7 com as potências emergentes e a política da governança compartilhada

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.03.03.163-182.en

Palavras-chave:

Multipolaridade, G7, Brasil

Resumo

O sistema internacional contemporâneo é cada vez mais descrito como multipolar, embora essa caracterização permaneça analiticamente contestada e politicamente ambígua. Este artigo argumenta que a relevância futura do G7 depende não da expansão de sua composição, mas do desenvolvimento de formas estruturadas de engajamento que preservem seus atributos essenciais e, ao mesmo tempo, ampliem seu alcance. O paradoxo entre inclusão e funcionalidade é especialmente visível no caso do G7. Como as potências emergentes são centrais para esse processo, o artigo examina o Brasil como um potencial ator-ponte, cuja capacidade de facilitar o engajamento depende de dinâmicas específicas de cada questão e de percepções externas. O artigo conclui com recomendações políticas para a presidência francesa do G7.

Biografia do Autor

Marianna Albuquerque

Professora adjunta do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID-UFRJ). É doutora e mestra em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ).

Publicado

2026-09-09

Como Citar

Albuquerque, M. . (2026). Repensando a cooperação em uma era multipolar: O engajamento do G7 com as potências emergentes e a política da governança compartilhada. CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs, (17). https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.03.03.163-182.en