Ameaças cibernéticas na América Latina

A cibersegurança não pode ser despolitizada

Autores

  • Joe Devanny

DOI:

https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.02.02.41-60.en

Palavras-chave:

cibersegurança, cibercrime, ciberestratégia, América Latina

Resumo

A América Latina enfrenta graves ameaças cibernéticas decorrentes do crime e da espionagem, com uma capacidade de segurança cibernética bastante desigual em toda a região. Duas décadas de esforços de capacitação geraram progressos, mas a evolução das táticas, as limitações estruturais e a redução da assistência externa ameaçam agravar as vulnerabilidades da região. Este artigo defende que uma maior resiliência interna deve ser acompanhada de uma cooperação transfronteiriça mais profunda. Liderança política sustentada, investimentos e coalizões público-privadas são essenciais para superar uma postura reativa e adotar uma abordagem mais estratégica.

Biografia do Autor

Joe Devanny

Joe Devanny é professor sênior no Departamento de Estudos de Guerra do King’s College London e codiretor do Centro de Estudos de Defesa do King’s. Ele foi bolsista de inovação da British Academy (2022-2023), junto ao Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO) do Reino Unido, e bolsista de projeto (2023-2025) do Research Institute for Sociotechnical Cyber Security (RISCS). Sua pesquisa concentra-se na relação entre política e segurança, inclusive no campo da cibersegurança. Ele é coeditor do Research Handbook on Cyberwarfare (Edward Elgar 2024).

Publicado

2026-09-09

Como Citar

Devanny, J. . (2026). Ameaças cibernéticas na América Latina: A cibersegurança não pode ser despolitizada. CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs, (17). https://doi.org/10.54827/issn2764-7897.cebri2026.17.02.02.41-60.en