CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista Centro Brasileiro de Relações Internacionais pt-BR CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs 2764-7889 <p>Os Direitos Autorais dos artigos publicados na CEBRI-Revista pertencem ao(s) seu(s) respectivo(s) autor(es), com os direitos de primeira publicação cedidos à CEBRI-Revista, com o trabalho simultaneamente licenciado sob uma Licença <em>Creative Commons</em> CC BY 4.0, a qual permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. </p> <p> </p> <p>O(s) autor(es) tem/têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p> </p> <p>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.</p> <p> </p> <p>&lt;a rel="license" href="<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</a>"&gt;&lt;img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="<a href="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png">https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png</a>" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns:dct="<a href="http://purl.org/dc/terms/">http://purl.org/dc/terms/</a>" property="dct:title"&gt;CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs&lt;/span&gt; está licenciado com uma Licença &lt;a rel="license" href="<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</a>"&gt;Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional&lt;/a&gt;</p> O eixo Brasil-ASEAN: comércio, crescimento e oportunidades estratégicas https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/299 <p>Os centros de gravidade do poder mundial deslocam-se com rapidez inesperada. Hegemonias percebidas como imutáveis cedem lugar a novos polos de produção e de&nbsp; consumo. Em 2025, o relativo declínio das capacidades de renovação dos Estados Unidos e da Europa coincide com o regresso à Ásia do motor econômico do mundo. A ASEAN se destaca nessa nova realidade como ambiciosa plataforma de inovação e importante mercado de consumo. Em cenário de transformações geoeconômicas, caracterizado pela imprevisibilidade da atuação política e comercial das hegemonias tradicionais, o Brasil tem muito a ganhar ao investir em uma aproximação crescente com o Sudeste da Ásia.</p> Eugênia Barthelmess Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 175 201 Brasil e Estados Unidos em rumo de colisão? https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/286 <p>O texto revisita a história das relações bilaterais Brasil-EUA, do distanciamento imperial à aliança assimétrica e às tentativas de autonomia na Guerra Fria e no pós-1985. Conclui que, sob o segundo governo Trump, a relação virou colisão: interferências políticas e tarifas. Nesse cenário, o Brasil deve, em colaboração com outras potências médias, empenhar-se no reforço do multilateralismo.</p> Rubens Ricupero Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 17 31 Democracias sob pressão: polarização, capacidade estatal e a relação Brasil-Estados Unidos https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/287 <p>Brasil e Estados Unidos enfrentam testes paralelos de estresse democrático. Nos EUA, a polarização e instituições com forte poder de veto dificultam habitação, infraestrutura e energia limpa. No Brasil, a fragmentação partidária preserva a governabilidade formal, mas aumenta o custo e a fragilidade da tomada de decisões. À medida que a polarização nos EUA incentiva uma geoeconomia mais transacional, parceiros como o Brasil enfrentam incerteza persistente. Nessas condições, o artigo argumenta que a cooperação entre Brasil e Estados Unidos tem mais chances de perdurar quando ancorada na entrega, incluindo contratos, compras públicas, padrões compartilhados e cadeias de suprimento que geram interdependência prática.</p> Bruna Santos Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 Poder, pragmatismo e transformação: Lula, Trump e as relações Brasil-EUA https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/288 <p>Em 2025, as relações Brasil-Estados Unidos foram caracterizadas por oscilações geopolíticas e econômicas no contexto dos governos de Lula 3.0 e Donald J. Trump 2.0. Tais oscilações são geradas por condições estruturais e pressões conjunturais, ligadas a realidades de poder, pragmatismo e convulsões estratégicas. Diante deste cenário, o objetivo do artigo é realizar um balanço da diplomacia bilateral, argumentando que existem tendências de continuidade que afetam a parceria explorando três dimensões. A primeira dimensão relaciona-se à estrutura de poder nas quais as relações Brasil-Estados Unidos estão inseridas; a segunda é a análise do tempo presente, e a terceira apresenta projeções que não são considerações finais, mas um mapeamento potencial de questões, oportunidades e riscos.</p> Cristina Pecequilo Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 49 62 A Doutrina Monroe nas relações entre os EUA e a América Latina https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/290 <p>Este ensaio examina as origens do que ficou conhecido como Doutrina Monroe, no discurso do presidente dos EUA James Monroe ao Congresso, em dezembro de 1823, cujo objetivo era desencorajar a intervenção da Espanha e de outras potências europeias no Hemisfério Ocidental. Após permanecer adormecida por mais de 70 anos, foi invocada contra a Grã-Bretanha na crise anglo-venezuelana de 1895. Posteriormente, foi ampliada no Corolário Roosevelt (1904), no Corolário Kennan (1950), no Corolário Reagan (1980) e agora no Corolário Trump (2025) para justificar, em diferentes circunstâncias, a intervenção dos EUA na América Latina.</p> Leslie Bethell Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 63 80 Gerenciando a volatilidade nas relações Estados Unidos-Brasil: cooperação em segurança e minerais críticos como vetores de estabilização https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/291 <p>Este artigo analisa a reconfiguração da política hemisférica dos Estados Unidos em 2025-2026 e suas implicações para o Brasil. Argumenta-se que o segundo governo Trump securitizou o comércio e as cadeias de suprimento por meio do uso de tarifas como instrumentos de coerção política, reforçando o consenso das elites brasileiras em torno da autonomia estratégica. O artigo explora vias concretas de cooperação nas áreas de segurança e de minerais críticos, concluindo que as relações bilaterais tendem a ser marcadas por volatilidade administrada, e não por alinhamento ou ruptura.</p> <p>Palavras</p> Robert Muggah Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 81 96 Perigo externo, fadiga interna: rumo a uma reconstrução da arte de governar brasileira https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/292 <p>Este artigo defende uma reconstrução da diplomacia brasileira, fundamentada em capacidades materiais e coordenação estratégica, em meio ao perigo externo da coerção militar dos EUA e ao pano de fundo da ascensão industrial da China, agravados pela fadiga institucional interna. O método das "Duas Mesas Paralelas" alavanca a rivalidade entre grandes potências em ganhos verificáveis em tecnologia, indústria e finanças. Fundamentalmente, a Índia atua como um terceiro espaço vital para evitar a repetição do erro histórico de reconhecer o poder sistêmico da China apenas após sua consolidação. O artigo delineia um caminho para que o Brasil transforme o esgotamento interno em um núcleo duradouro de poder autônomo, ancorando a dissuasão em arranjos não militares.</p> Philip Yang Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 97 110 A Argentina de Milei e o Brasil de Lula diante do primeiro ano de Trump II https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/293 <p>O retorno de Trump à Casa Branca se transformou na principal variável sistêmica sobre as dinâmicas domésticas e externas da Argentina sob o governo de Javier Milei e do governo de Lula da Silva no Brasil. Num contexto de grande injerência e influência sobre a América Latina, enquanto a Argentina ensaiava um acoplamento aos interesses de Washington e recebia uma grande “zanahoria”, o Brasil tuvo que enfrentava “garrotes” e aprofundava a estratégia de hedging. A análise de nossas estratégias e seus primeiros resultados são o objetivo principal do presente ensaio.</p> Esteban Actis Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 111 122 Brasil e União Europeia: Situação Atual das Relações e Perspectivas https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/294 <p>As relações entre o Brasil e a União Europeia combinam laços históricos profundos com uma renovada relevância estratégica em meio à instabilidade global. A cooperação expandiu-se para o comércio, a sustentabilidade, a defesa da democracia e a governança multilateral, embora persistam restrições estruturais e abordagens divergentes. Este artigo examina a interação entre as trajetórias institucionais, a postura estratégica em evolução da Europa e a intensificação da cooperação política e setorial com o Brasil. Valores compartilhados e interesses convergentes sustentam uma perspectiva predominantemente otimista, principalmente porque o Acordo Mercosul-UE oferece instrumentos para promover uma agenda bilateral mais resiliente e abrangente.</p> Flavio Goldman Gabriel Fernandes Pimenta Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 123 132 Relações Brasil-União Europeia: em busca de novas oportunidades https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/295 <p>Tendo como pano de fundo a assinatura do Acordo UE-Mercosul, a importância da parceria Brasil-Europa também aumentou. Para alcançar maior complementaridade, Brasil e UE devem desenvolver uma base mais ampla de entendimento e cooperação, particularmente em vista das ameaças e convulsões geopolíticas. Apesar das próximas eleições e de uma série de desafios internacionais, é importante aproveitar as iniciativas existentes e dar novos impulsos. Como parceiros preferenciais, o setor empresarial e a sociedade também devem impulsionar as relações bilaterais e birregionais para alcançar efeitos sustentáveis em novas áreas estratégicas.</p> Günther Maihold Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 133 144 Optando pela cooperação: o impacto estratégico da aquisição de caças Gripen pelo Brasil https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/297 <p>A parceria Gripen entre o Brasil e a Suécia ilustra como um acordo estratégico pode transformar as relações bilaterais – aprofundando a cooperação industrial, fomentando o diálogo político e fortalecendo os laços por meio da transferência de tecnologia e da coprodução. Hoje, o Acordo UE-Mercosul oferece uma mudança sistêmica rumo à integração comercial em larga escala, aos fluxos de investimento e à cooperação institucional entre os dois continentes. Em uma era de rivalidade e unilateralismo, este acordo sinaliza uma clara escolha pela parceria e pelo comércio baseado em regras.</p> Karin Wallensteen Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 145 154 Defendendo a democracia e a soberania na União Europeia diante da nova geopolítica da tecnologia https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/298 <p>Este artigo argumenta que a tecnologia é uma dimensão central do poder internacional, reconfigurando a geopolítica por meio de dados, padrões, plataformas e cadeias de suprimento, enquanto a rivalidade entre Estados Unidos e China impulsiona a securitização, o desacoplamento seletivo e esferas de influência tecnológica, e empresas privadas fornecem infraestruturas críticas de segurança. À medida que os Estados Unidos exploram as dependências tecnológicas da União Europeia para pressionar mudanças regulatórias e influenciar sua política interna, a União Europeia enfrenta um desafio existencial. A liderança regulatória, conclui o artigo, é insuficiente; são também necessárias capacidades para reduzir dependências, salvaguardar a democracia e fortalecer a soberania tecnológica.</p> José Ignacio Torreblanca Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 155 173 “A UE e o Brasil compartilham laços culturais profundos, valores e até mesmo trajetórias semelhantes de integração regional” https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/301 <p>Marian Schuegraf conversou com os editores da CEBRI-Revista.</p> Marian Schuegraf Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 211 218 “O presidente Trump está atualmente interessado em uma relação mais construtiva com o presidente Lula e com o Brasil” https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/302 <p>Brian Winter conversou com os editores da CEBRI-Revista.</p> Brian Winter Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 219 226 O Brasil entre dois Ocidentes https://cebri-revista.emnuvens.com.br/revista/article/view/285 <p>Editorial.</p> Feliciano de Sá Guimarães Hussein Kalout Copyright (c) 2026 CEBRI-Revista: Brazilian Journal of International Affairs https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-06 2026-04-06 16 12 15